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Fight Corner

Desportos de Combate | MMA | Artes Marciais

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Desportos de Combate | MMA | Artes Marciais

17
Jul20

Rookies Promissores

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Desta vez não falamos do main card ou das estrelas mais conhecidas, pedimos que fixem estes dois nomes:

1. Khamzat Chimaev - O checheno de 26 anos radicado na Suécia, companheiro de treinos de Gustafsson e Latifi, tem um fight record de 7-0 e apresentou-se no UFC com uma performance incrivelmente dominadora, a fazer lembrar Khabib Nurmagomedov.

2. Mounir Lazzez - O "sniper" tunisino da Team Nogueira estreou-se no UFC mostrando um striking de alto nível contra um adversário bastante duro.

Ficamos à espera dos próximos combates!

30
Jan20

Jiu-Jitsu em Portugal

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A primeira vez que ouvi falar da presença de Jiu-Jitsu Brasileiro em Portugal foi no longínquo ano de 1998. Na altura praticava Kickboxing no Ginásio Superstar, que estava a organizar o primeiro evento de Vale-Tudo nacional com o professor Lauro Figueiroa – considerado o founding father do Jiu-Jitsu em Portugal. Figueiroa, a representar a arte suave, combateu e venceu o Mestre Pichote que defendia as cores da Capoeira.

Recordo-me que o mediatismo do evento de Vale-Tudo levou a que as atenções dos praticantes de artes marciais e desportos de combate se virassem com curiosidade para o Jiu-Jitsu. Ao nível internacional, o efeito era semelhante graças às performances dos lutadores pioneiros oriundos do Jiu-Jitsu como Royce Gracie, Rickson Gracie, Renzo Gracie, Mário Sperry, Murilo Bustamante, entre muitos outros, e de atletas emergentes como a futura estrela Vítor Belfort. 

Na altura o grotesco vale-tudo, tal como agora o mais regrado MMA, servia de rampa de lançamento e promoção do próprio Jiu-Jitsu. A arte suave conquistava cada vez mais admiradores com os sucessos de lutadores que, usando técnicas de Jiu-Jitsu, finalizavam adversários gigantescos – ficou para a história a finalização de Royce Gracie contra o lutador de Sumo Akebono, que pesava mais 140 quilos que o brasileiro.

Com o passar dos anos fui observando o aparecimento de cada vez mais academias de Jiu-Jitsu, ao mesmo ritmo da crescente imigração de brasileiros para Portugal, que trazia consigo praticantes e professores de Jiu-Jitsu de todas as cidades do país irmão. Simultaneamente, constatava que cada vez mais amigos e conhecidos decidiam começar a praticar.

Em 2004 Portugal foi bafejado pelos deuses do Jiu-Jitsu. Os organismos associativos de Portugal e Brasil, em parceria com IFBBJ (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation), organizaram o primeiro campeonato europeu de Jiu-Jitsu. A partir deste momento, Portugal passou a ser o epicentro mundial da modalidade durante o mês de janeiro, todos os anos até à atualidade. 

Desde a sua formação que o campeonato europeu trouxe a Portugal as grandes estrelas mundiais da modalidade. Na ilustre lista de vencedores da categoria faixa preta absoluto encontram-se os ícones Roger Gracie, Braulio Estima, André Galvão e Leandro Lo. 

O contacto próximo com a alta competição, trazida pelo campeonato europeu, mudou o paradigma em Portugal. As academias começaram a focar-se também em formar campeões. 

O mais recente campeonato europeu, que terminou a 26 de janeiro, voltou a ser um enorme sucesso. De entre os 4937 atletas de todo mundo que competiram, vieram a Lisboa estrelas como Keenan Cornelius ou Mikey Musumeci e destacaram-se três portugueses: Nelton Pontes, campeão europeu no escalão “adultos” em 2018, voltou a reinar no torneio desta vez em “master 1”; e Pedro “Paquito” Ramalho e Bruno Lima, pertencentes à nova geração, sagraram-se vice-campeões europeus na divisão de elite “adulto” faixa preta, nas respetivas categorias de peso. 

Em 2020, o Jiu-Jitsu parece já ter atingido a maioridade no nosso país. As medalhas recentemente conquistadas confirmam a crescente qualidade dos praticantes nacionais e a popularidade da arte suave massificou-se – técnicas como o mata-leão ou a kimura fazem parte do léxico de cada vez mais portugueses que já contactaram ou abraçaram o mundo do Jiu-Jitsu.

(artigo também publicado no Sapo Desporto, em: https://desporto.sapo.pt/modalidades/mais-modalidades/artigos/opiniao-jiu-jitsu-em-portugal)

23
Jan20

Campeonato Europeu de Jiu-Jitsu 2020

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Para os mais distraídos, já começou o Campeonato Europeu de Jiu-Jitsu!

Uma das mais importantes competições internacionais de Jiu-Jitsu, que Portugal tem o privilégio de acolher anualmente, conta habitualmente com grandes estrelas da modalidade.

Na presente edição de 2020, a nível internacional, destacam-se gigantes como Keenan Cornelius, Bruno Malfacine, Mikey Musumeci, Gabriel “Fedor”, Mahamed Aly, Tommy Langaker, Mayssa Bastos, Talita Alencar e Claudia do Val. Portugal será fortemente representado por uma legião de talento encabeçada por Nelton Pontes, Pedro "Paquito" Ramalho, Guilherme Jardim e Bruno Lima.  

 

 

12
Dez19

Quintet Ultra - evento de grappling por equipas

03
Dez19

Documentário sobre Jiu-Jitsu - "ROLL: Jiu-Jitsu in SoCal"

Vejam um dos melhores documentários disponíveis no YouTube sobre Jiu-Jitsu.

O famoso documentário "ROLL: Jiu-Jitsu in SoCal", lançado em 2015, explora as raízes da Arte Suave nos EUA, nomeadamente no sul da Califórnia. Trata-se de uma viagem pelos primórdios do Jiu-Jitsu, contemplando entrevistas aos primeiros alunos dos Gracie em solo norte-americano.

A não perder!

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https://www.youtube.com/watch?v=r-BExc9SS68

20
Nov19

As origens do MMA

 

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O MMA é considerado um desporto moderno, que muito recentemente atingiu maturidade suficiente para ser chamado também de indústria. Este desporto, que outrora se encontrava marginalizado, cresceu rapidamente para todos os continentes, atraindo fãs de todas as etnias, religiões e géneros; formando atletas profissionais; e desenvolvendo um negócio multimilionário.  

Contudo, estima-se que os desportos de combate e artes marciais sejam quase tão antigos como a própria humanidade. No ano de 648 A.C. o Pancrácio, que envolvia técnicas de wrestling, pugilismo e outros golpes como pontapés, estreia-se nas Olimpíadas da Antiguidade Grega; quatro séculos depois, o Lei Tai irrompe na China em moldes semelhantes ao moderno MMA. Na antiguidade os principais embaixadores destes desportos eram reconhecidos atletas olímpicos vindos de Atenas, Esparta e outras cidades, ou guerreiros provenientes da guarda imperial chinesa. 

Com o passar dos séculos os vários desportos de combate e artes marciais foram desenvolvendo-se e fundindo-se entre si, ao ritmo da interação de diferentes povos e culturas que conquistavam e eram conquistados.  

No decurso do século XIX e início do século XX, começaram a ocorrer célebres disputas entre atletas de diferentes modalidades, com o objetivo de saber qual seria o atleta e a modalidade dominante. O combate entre John L. Sullivan, o “pai” do Boxe moderno e primeiro campeão de pesos-pesados a fazer transição para o uso de luvas nos combates, com o wrestler William Muldoon é um dos mais célebres exemplos.  

A ideia de combinar várias artes marciais ou sistemas de combate ganha força no século XX, nomeadamente com a criação do Sambo, na Rússia, e do Jeet Kune Do de Bruce Lee. Ambos inspiraram-se em técnicas de striking e grappling provenientes de várias artes marciais. 

Falar das origens do MMA é também falar da história da família brasileira Gracie, os criadores do Jiu-Jitsu Brasileiro. Os irmãos Carlos Gracie e Hélio Gracie fundaram esta arte marcial a partir dos ensinamentos do judoca Mitsuyo Maeda que, por sua vez, realizou inúmeros combates com atletas de outras artes marciais. Os seus alunos Gracie seguiram o mesmo caminho e contribuíram fortemente para o desenvolvimento do Vale Tudo brasileiro e, posteriormente, do MMA. 

O Vale Tudo, considerado o percursor mais moderno do MMA, juntava essencialmente praticantes de Jiu-Jitsu, Luta Livre e alguns praticantes de Capoeira e Boxe. Foi quando Rorion Gracie (filho de Hélio Gracie) emigrou para os EUA – e levou consigo o enigmático Jiu-Jitsu Brasileiro e a cultura do Vale Tudo – que o MMA nasceu e começou a ganhar outra dimensão, sobretudo com a criação da promoção UFC em 1993. Foi nos EUA que o MMA, como muitos outros desportos e atividades, ganhou a sua dimensão “show business”, atraindo os media e investidores. 

Tal como nas competições de Vale Tudo, o conceito que sustentava os torneios do UFC era saber qual o lutador mais dominante, independentemente da arte marcial ou desporto de combate praticado.  

Se nos EUA o UFC era dominado por Royce Gracie, no Japão reinava outro Gracie, de seu nome Rickson, que ganhava títulos na promoção Pride (que mais tarde foi comprada pela empresa Zuffa – dona do UFC).   

Desde os anos 90 até à atualidade o MMA transformou-se enormemente em várias vertentes: tornou-se verdadeiramente num desporto, existindo hoje academias focadas apenas no ensino do MMA; consolidou regras e normas, com o objetivo de proteger a integridade física e saúde dos atletas; propagou-se por todo o globo, como atestam os recentes eventos do UFC em Londres, Abu Dhabi, Moscovo ou Pequim, transmitidos para mais de 165 países e territórios; e o número de fãs, praticantes e atletas aumentou exponencialmente. 

Atualmente as dimensões desportivas e económicas do MMA atraem atletas de elite que deixaram de competir nas suas modalidades de origem para se dedicarem exclusivamente ao MMA, como são os casos de vários ex campeões do mundo de Jiu-Jitsu Brasileiro como Damian Maia, ou ex atletas olímpicos de Wrestling como Daniel Cormier. Para além do UFC, outras organizações e promoções (e.g. Bellator, One Championship, PFL) têm surgido, considerando o galopante alargamento da modalidade a mais população e mercados. 

Apesar de toda a regulamentação e profissionalismo que caracterizam o moderno MMA, mantem-se o apelo intemporal – a paixão crua pelo combate e a admiração e respeito por aqueles que partilham a dor e a glória vividas nas derrotas e nas vitórias. 

 

(artigo também publicado no Sapo Desporto, em: https://desporto.sapo.pt/modalidades/artes-marciais/artigos/opiniao-terra-de-guerreiros)

 

 

 

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  • Anónimo

    Eu acho q o Reyes ganhou por 3-2 Ultimamente o Jon...

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