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Fight Corner

Desportos de Combate | MMA | Artes Marciais

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19
Jun20

Diogo Calado no Lethwei!

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O "nosso" Diogo Calado anunciou esta semana que se irá estrear na duríssima arte marcial birmanesa Lethwei!

O Lethwei, que atrai cada vez mais adeptos e praticantes, assemelha-se muito ao Muay Thai, diferenciando-se pelo facto de permitir o uso de cabeçadas e de a luta ocorrer sem luvas (tipicamente com ligaduras a proteger as mãos, apenas).

Diogo Calado assinou pela organização WLC (World Lethwei Championship), onde figuram campeões como o seu compatriota António Faria e a estrela canadiana Dave Leduc.

Diogo Calado, que já tem no seu currículo um título de campeão do mundo da Enfusion e títulos de campeão europeu da WBC e ISKA, tem tudo para triunfar neste novo desafio. Força Diogo!

 

 

30
Jan20

Jiu-Jitsu em Portugal

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A primeira vez que ouvi falar da presença de Jiu-Jitsu Brasileiro em Portugal foi no longínquo ano de 1998. Na altura praticava Kickboxing no Ginásio Superstar, que estava a organizar o primeiro evento de Vale-Tudo nacional com o professor Lauro Figueiroa – considerado o founding father do Jiu-Jitsu em Portugal. Figueiroa, a representar a arte suave, combateu e venceu o Mestre Pichote que defendia as cores da Capoeira.

Recordo-me que o mediatismo do evento de Vale-Tudo levou a que as atenções dos praticantes de artes marciais e desportos de combate se virassem com curiosidade para o Jiu-Jitsu. Ao nível internacional, o efeito era semelhante graças às performances dos lutadores pioneiros oriundos do Jiu-Jitsu como Royce Gracie, Rickson Gracie, Renzo Gracie, Mário Sperry, Murilo Bustamante, entre muitos outros, e de atletas emergentes como a futura estrela Vítor Belfort. 

Na altura o grotesco vale-tudo, tal como agora o mais regrado MMA, servia de rampa de lançamento e promoção do próprio Jiu-Jitsu. A arte suave conquistava cada vez mais admiradores com os sucessos de lutadores que, usando técnicas de Jiu-Jitsu, finalizavam adversários gigantescos – ficou para a história a finalização de Royce Gracie contra o lutador de Sumo Akebono, que pesava mais 140 quilos que o brasileiro.

Com o passar dos anos fui observando o aparecimento de cada vez mais academias de Jiu-Jitsu, ao mesmo ritmo da crescente imigração de brasileiros para Portugal, que trazia consigo praticantes e professores de Jiu-Jitsu de todas as cidades do país irmão. Simultaneamente, constatava que cada vez mais amigos e conhecidos decidiam começar a praticar.

Em 2004 Portugal foi bafejado pelos deuses do Jiu-Jitsu. Os organismos associativos de Portugal e Brasil, em parceria com IFBBJ (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation), organizaram o primeiro campeonato europeu de Jiu-Jitsu. A partir deste momento, Portugal passou a ser o epicentro mundial da modalidade durante o mês de janeiro, todos os anos até à atualidade. 

Desde a sua formação que o campeonato europeu trouxe a Portugal as grandes estrelas mundiais da modalidade. Na ilustre lista de vencedores da categoria faixa preta absoluto encontram-se os ícones Roger Gracie, Braulio Estima, André Galvão e Leandro Lo. 

O contacto próximo com a alta competição, trazida pelo campeonato europeu, mudou o paradigma em Portugal. As academias começaram a focar-se também em formar campeões. 

O mais recente campeonato europeu, que terminou a 26 de janeiro, voltou a ser um enorme sucesso. De entre os 4937 atletas de todo mundo que competiram, vieram a Lisboa estrelas como Keenan Cornelius ou Mikey Musumeci e destacaram-se três portugueses: Nelton Pontes, campeão europeu no escalão “adultos” em 2018, voltou a reinar no torneio desta vez em “master 1”; e Pedro “Paquito” Ramalho e Bruno Lima, pertencentes à nova geração, sagraram-se vice-campeões europeus na divisão de elite “adulto” faixa preta, nas respetivas categorias de peso. 

Em 2020, o Jiu-Jitsu parece já ter atingido a maioridade no nosso país. As medalhas recentemente conquistadas confirmam a crescente qualidade dos praticantes nacionais e a popularidade da arte suave massificou-se – técnicas como o mata-leão ou a kimura fazem parte do léxico de cada vez mais portugueses que já contactaram ou abraçaram o mundo do Jiu-Jitsu.

(artigo também publicado no Sapo Desporto, em: https://desporto.sapo.pt/modalidades/mais-modalidades/artigos/opiniao-jiu-jitsu-em-portugal)

28
Set19

Portugal desbrava caminho no mapa mundial do MMA

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Portugal nunca teve uma tradição forte em desportos de combate. Por cá o futebol dominou e domina por completo no desporto escolar e universitário, no desporto amador e profissional, nas televisões, rádios, internet e em cafés de norte a sul.

Contudo houve períodos em que os desportos de combate se popularizaram e conquistaram uma grande base de fãs, que acompanhava a carreira dos seus ídolos, nomeadamente a partir dos anos 40 do século XX e nas décadas seguintes. Ficaram para a história figuras icónicas como o pugilista Belarmino Fragoso (personagem principal do famoso documentário “Belarmino”) ou o wrestler Albano Taborda Curto Esteves, mais conhecido como Tarzan Taborda. Entretanto, desde o final do século XX até à atualidade, inúmeros atletas portugueses conquistaram notáveis medalhas olímpicas, troféus europeus e mundiais no Judo, Jiu-Jitsu, Taekwondo, Luta Livre e Luta Greco-Romana, Kickboxing, Boxe, entre outras modalidades.

Apesar de todo o sangue, suor e lágrimas, que já originou tantos sucessos desportivos, a projeção destas modalidades ainda está longe de atingir a notoriedade que se observa em praticamente todo o globo, mas os primeiros passos já foram dados. No mundo global e altamente interconectado de 2019, Portugal começa também a ser contaminado pela febre do MMA (acrónimo para Mixed Martial Arts).

O MMA moderno evoluiu de um desporto marginal e renegado pela imprensa desportiva para um fenómeno de massas a nível mundial, que gera receitas multimilionárias. Neste contexto surgiram superestrelas internacionais como Conor McGregor, Ronda Rousey ou Khabib Nurmagomedov.

Portugal tem já vários atletas a combater no ultra competitivo circuito mundial de MMA, como Falco Neto ou o invicto Domingos Barros, sendo que os dois mais importantes pontas de lança portugueses são Pedro Carvalho e André Fialho.

Pedro Carvalho destacou-se mais recentemente num co-main event do Bellator, considerada a segunda organização internacional mais importante de MMA. Carvalho venceu por submissão Sam Sicilia, um veterano do UFC, apresentando um Jiu-Jitsu muito afiado que o permitiu passar à próxima ronda do torneio na divisão de peso-pena para enfrentar o super favorito Patrício Freire – um dos melhores do mundo na sua categoria de peso, tendo conquistando recentemente também o título de peso-leve a Michael Chandler. O caminho até ao título advinha-se duro, mas o atleta vimaranense mostrou muita qualidade sempre que o nível competitivo subiu.

André Fialho teve um início de carreira fulgurante com alguns KOs espetaculares, alimentados pelo boxe da sua formação enquanto pugilista, tendo competido também no Bellator. Entretanto algumas lesões e as primeiras duas derrotas afetaram a sua ascensão relâmpago. Atualmente, Fialho compete no torneio da divisão de peso meio-médio da organização PFL e lutará no dia 11 de outubro contra o brasileiro Glaico França, um atleta experiente que lutou em várias organizações entre as quais o UFC (onde perdeu por decisão com os atletas de elite Gregor Gillespie e James Vick).

Pedro Carvalho e André Fialho têm em comum características que jogam a seu favor e que são decisivas para o sucesso das suas carreiras e para a própria expansão dos desportos de combate e do MMA em Portugal. São muito jovens considerando a grande experiência que já adquiriram (24 e 25 anos são considerados jovens promessas no MMA) e muito ambiciosos, apresentando um discurso de fé inabalável nas suas capacidades e vontade em ganhar títulos. Outro fator importante é o facto de treinarem com os melhores do mundo fora da, ainda, pequena realidade portuguesa: Pedro Carvalho treina na SBG de John Kavanagh, ao lado de McGregor ou de Gunnar Nelson; e André Fialho, que depois de uma passagem pela AKA de Khabib e Daniel Cormier, treina na Hard Knocks 365 com Henri Hooft, na companhia de “monstros” como Kamaru Usman ou Volkan Oezdemir.

A atual presença de atletas portugueses no mapa mundial do MMA deve-se também ao caminho desbravado por outros atletas de diferentes gerações. Importa não esquecer nomes como Lauro Figueiroa, Rafael Silva, Vítor Nóbrega (que ainda se mantem no ativo), entre muitos outros, que deram o primeiro passo e inspiraram a nova geração emergente. 

 
 

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  • Anónimo

    Eu acho q o Reyes ganhou por 3-2 Ultimamente o Jon...

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